NUMA CHÁCARA DO BRÁS

NUMA CHÁCARA DO BRÁS

Autora: Thais Matarazzo

Ilustração: Camila Giudice

Prefácio: Eduardo Cedeño Martellotta

ISBN 978-85-86348-14-9

Infantojuvenil

44 páginas - Ilustrado - colorido

 

Numa chácara do Brás, novo folhetim da ótima escritora e jornalista Thais Matarazzo, se passa na primeira metade do século 19, antes da chegada da Estrada de Ferro e dos imigrantes europeus na Hospedaria dos Imigrantes, no Brás.

O bairro já comportava diversas chácaras, e esse Brás bucólico, brejeiro e romântico é abordado nesta intrigante ficção.

A jovem jornalista Juliana e seu pai Luciano rememoram lembranças de família e viajam no tempo, até dois séculos atrás, quando seus antepassados habitaram uma chácara no Brás, um bairro rural do século 19, muito diferente dos dias atuais, em que predomina o comércio e cerca de 6.000 lojas de todos os gêneros.

Juliana é convidada a escrever matéria sobre a sua genealogia para uma revista de viagens, o que lhe garantirá um emprego como repórter. Com a ajuda do pai, consegue um material maravilhoso, resgatado através da memória oral e documentos familiares.

O resultado está nas próximas páginas, quando o ledor faz um excelente resgate histórico familiar e da história do bairro paulistano do Brás, que se tornou freguesia por meio do decreto do Rei Dom João VI em 8 de junho de 1818, sendo desmembrado da Penha.

 

Apresentação

O Brás era um bairro rural confinado entre as freguesias da Sé e da Penha de França, cuja principal via era o Caminho do José Brás (chacareiro português considerado o fundador do bairro, segundo registros da Câmara Municipal, que em 1769 havia erguido a Capela Bom Jesus de Matosinhos, dando origem à atual Igreja Bom Jesus do Brás) depois batizado como Rua do Brás (atual Avenida Rangel Pestana). Além dos viajantes e moradores da ainda estagnada cidade de São Paulo, essa via era utilizada para procissões que saiam da matriz da Sé rumo à igreja de N. Sra. da Penha e vice-versa. Banhado pelo rio Tamanduateí e com vasta mata, o Brás era frequentado por lavadeiras, pescadores, aguadeiros, tropeiros, caçadores, estudantes da Academia de Direito (fundada em 1827), entre outras pessoas. Ainda no século 19 as terras são doadas e vendidas para famílias abastadas que constroem chácaras de recreio. Entre essas famílias, destacava-se a do engenheiro alemão Carlos Abrão Bresser, em cuja chácara, já herdada pelo filho Carlos Augusto Bresser, por volta de 1860, havia fábricas de licores e de moer café, torrado e polvilho.

No desenrolar da trama “Numa chácara do Brás”, muitas surpresas e descobertas na família, e com a pesquisa dos documentos e conversa com o pai, Juliana vive as tristezas, preconceitos, tabus e a coragem de seus antepassados fortalecidos pela fé.

Eduardo Cedeño Martellotta

 

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A sempre fervorosa e indômita paulistana, Thais Matarazzo, que jamais deixa-se vergar, continua a cumprir sua promessa de enaltecer o sofrido porém bravo passado dessa pungente metrópole. Desta feita nos apresenta um folhetim dando conta de acontecimentos dos idos de 1800, quando o Brás, segundo consta, era o sobrenome de um rico português, foi alçado à condição de freguesia. Um trabalho excelente, como de hábito, levado a efeito pela Thais que contou com a valiosa ajuda da ilustradora Camila. Fotos e dados históricos enchem os olhos e a mente do leitor que depara-se com o relato fidedigno, muito claro, do que se poderá constatar que São Paulo cresceu a partir do Brás, naturalmente hoje, totalmente desfigurado. Aos nada jovens restará o saborear reminiscente. Aos jovens, oportunidade única de conhecimento. Em suma, valerá cada segundo dispendido em seu folhear. Parabéns pelo desenrolar do projeto!

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