Os temperos da Florência

Os temperos da Florência

Os temperos da Florência

Folhetim

Autor: Thais Matarazzo

Ilustração: Camila Giudice

ISBN 978-65-86348-04-0

Número de páginas: 32

Sinopse: Nesse período de quarentena devido à pandemia da Covid-19, as pessoas vivem um isolamento social como medida preventiva para que o novo Coronavírus não atinja a maior parte da população. Evitamos sair de casa para qualquer compromisso, porém, algumas saídas são imprescindíveis para fazer compras no supermercado e ir semanalmente à feira livre de quarta-feira (no meu caso), por exemplo. Eu, que nunca tinha me preocupado com esses trabalhos domésticos, precisei aprender a fazê-los. Meus pais já são idosos e não podem se expôr, sobrou para a escriba aqui! 
Ai, ai, ai... Foi então que se iniciou a “aventura das compras”. 
No meu caso, para ir à feira basta atravessar a rua, entretanto, até algumas semanas atrás, eu só ia à feira para comer pastel. Minha mãe me deu todas as dicas para que eu comprasse frutas, legumes, temperos e tudo o que fosse necessário para a nossa alimentação cotidiana. Nas primeiras vezes eu me “embananei” toda, não sabia escolher direito, não conhecia a ordem das barracas. Foi um bagunça! Demorou para me habituar. Enfim, conheci melhor os feirantes, fiquei por dentro dos preços, aprendi a regatear, tudo constitui-se como uma troca de saberes. Agora já estou... quase... craque! (Só falta aprender a cozinhar... Tenho pânico desse vocábulo, mas se preciso for... Vamos lá!).
Conversa vai, conversa vem, fiquei sabendo de alguns casos engraçados e outros nem tanto que se passaram (e continuam a acontecer) na feira de quarta-feira. Foi então que me ocorreu a ideia de escrever este livro, uma homenagem à minha nova experiência; aos feirantes (não é um ofício fácil!); em memória dos meus tios-avós, Maria Antônia Cantero Correia (1923-2008) e Manuel Correia (1921-1991), que foram feirantes em Peruíbe, litoral paulista; aos meus bisavós espanhóis, Ana Maria Doña (1894-1969) e Juan Bautista Cantero (1894-1973), agricultores e cujo mister honraram no solo brasileiro que os acolheu.
E termino essa breve conversa com o leitor confessando um “pecado”: continuo a achar que a melhor “fruta” da feira é o pastel da Barraca do Japa, imbatível!

Thais Matarazzo

    R$ 5,00Preço